Oportunidade de Trabalho
Horários Nereu Ramos
Horários Unerj
Horários/Itinerários - FURB -...
Sipat 2009 - 28 de Setembro a...
Mais Notícias 
 
Receba nossos informativos
Nome:
Email:
 
A Percepção de Risco no Trânsito
31/3/2008

 Por que é que todo mundo acha que acidentes só acontecem com os outros? Por que é que todo jovem é um super-herói até que uma tíbia quebrada prove o contrário? Por que é que tanta gente – não apenas os jovens, justiça seja feita – dirige como se estivesse brincando num simulador, onde os choques, capotamentos, explosões e incêndios são virtuais, não produzem dores nem luto em família? A julgar pelo comportamento de muitos motoristas, pedestres, ciclistas e motociclistas, todo mundo é invulnerável até prova em contrário. Irresponsabilidade ou desconhecimento? Insensibilidade ou inconsciência? Inocência ou burrice? O que levaria o ser humano a colocar sua integridade física em risco? Por que um garoto insiste em empinar sua bicicleta bem no meio do asfalto de uma rodovia, confrontando o tráfego em contrário, que passa a centímetros dele? Não lhe passa pela cabeça que um simples tombo sob as rodas de um caminhão pode causar danos irreparáveis? Por que um pedestre insiste em driblar os veículos para atravessar a rua com o sinal desfavorável? Falta-lhe consciência de que, apesar de ser uma área de proteção, a faixa de segurança não é uma carapaça indestrutível? Alguém que tem medo de altura, mas dirige feito um doido, sabe por acaso que bater o carro a sessenta por hora equivale a cair do sétimo andar de um prédio? Não podemos condenar o otimismo, mas esse sentimento não é um dos mais adequados quando a vida humana está em jogo. Não é aconselhável pensar sempre que tudo vai dar certo, um piscar de olhos pode ser suficiente para que toda uma vida de otimismo seja transformada no amargor de um futuro destruído – isso quando ainda resta futuro para ser lamentado. Conscientização deve ser a palavra de ordem. As pessoas conscientes de que a vida pode acabar por causa da demora de uma fração de segundo para pisar no freio estão aí para garimpar soluções, não para levar flores ou bombons aos convalescentes – ou, em muitos casos, abraços de condolências à família. O trabalho dessas pessoas parte do conceito inarredável de que o ser humano tem solução, sim. Afinal, a vida não é restituível.

Mais Notícias